Tudo em nome do “pentecostalismo”

Publicado: dezembro 3, 2011 em Uncategorized

Tudo em nome do “pentecostalismo”

Pra começar vamos as origens da palavra “pentecostes”: que significado tinha e porque virou símbolo de manifestações contraditórias dentro das igrejas.

Pentecostes – notamos que essa palavra é citada apenas no novo testamento, o que não significa que sua origem é depois de Cristo, pelo contrário, era uma celebração judaica bem antiga, (Exôdo.23)“16 também guardarás a festa da sega, a das primícias do teu trabalho, que houveres semeado no campo; igualmente guardarás a festa da colheita à saída do ano, quando tiveres colhido do campo os frutos do teu trabalho.”

Se era uma festa judaica por que é escrita em grego?( πεντηκοστή –  pentekostē)

Bem, é uma questão histórica, se observarmos que no período relativo aos trezentos anos finais do período dito como antigo testamento os gregos dominaram o mundo, e como não bastasse o controle das nações, os gregos impuseram sua língua, que por sinal se tornou muito popular entre os judeus. Então a festa “hag haqasir” ou “hag xabu´ot” tomou o titulo de pentecostes, que quer dizer cinquenta dias depois (da páscoa).

No antigo testamento as referências a esta celebração são de uma festa baseada na colheita (sega).

Como se apegou as línguas estranhas como símbolo nº 1.

Nos nossos dias o pentecostes, já transformado em mais um segmento do cristianismo, tem adotado algumas manifestações, um tanto estranhas, algumas até mesmo apelativas sem nenhuma base na escritura da verdade, tais como: as línguas estranhas, o cair no espírito e unções aberrativas. Como disse um pastor, que teria recebido, em visão, a cura de um câncer e uma promessa de ministério abençoado por intermédio de uma galinha que falava em “mistério” cuja interpretação fora feita através de um galo, bem, ele usou a seguinte frase, tentando justificar tamanha maluquice: … “eu sou pentecostal e tenho motivo para pregar milagres”…

Atos 2 –“ Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.

2 De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.

3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma.

Aqui temos a suposta base para o maior dos símbolos do pentecostalismo: as línguas “estranhas”. Então vamos refletir um pouco sobre as línguas que segundo esta passagem não eram assim tão estranhas.

Atos 2- “4 E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.”

Até aqui tudo bem, outras línguas, podem ser estranhas, afinal não era de costume deles, logo são estranhas, mas espera aí… vejamos a continuação do relato.

Atos 2- “5 Habitavam então em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu.

6 Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.”

 

Aqui a coisa começa a mudar de figura pois vemos que agora existem pessoas de outras nações, que estavam confusas, por ouvir aquela gente falando sua própria língua, logo aquelas línguas não eram estranhas, nem tampouco celestiais, como alguns dizem ser a língua dos anjos.

Não, não era a língua dos anjos, eram línguas de povos estrangeiros como vemos clara e inegavelmente no decorrer da narrativa do livro de atos no capítulo 2.

“7 E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses que estão falando?

8 Como é, pois, que os ouvimos falar cada um na própria língua em que nascemos?

9 Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia,

10 a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,

11 cretenses e árabes-ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus.”

Agora temos a prova: partos, medos e elemitas. Ora não são estes, povos de línguas diferentes? Então porque não atentar para a realidade da escritura?

E mais: não falavam de si mesmos, mas das grandezas de Deus, ou seja, falavam de acordo com as escrituras, a verdade, a base da manifestação do Espirito Santo (João  14:26

Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito.).

 

Vemos então que tinham um motivo para falarem em línguas, a necessidade de serem entendidos por todos aqueles homens que eram naturais de outros povos.

Não quero neste artigo convencer ninguém de abandonar o movimento pentecostal, e sim enfatizar que isso é uma invenção de homens, pois não vemos nas cartas de Paulo, nem nas outras cartas de autoria dos apóstolos alguma citação desse “segmento”, mas sim de dons que devem ser usados com base nas escrituras da verdade, pois não faz parte do ensinamento de Jesus o segmentarismo da igreja e da sã doutrina que tem como base a palavra de Deus.

Não sou reformador, não quero mudar as igrejas, nem poderia, mas vou falar sempre das coisas de acordo com as escrituras e não com base no que disseram homens sem a inspiração do Espirito Santo. Por isso não vou encher esse post de artigos falando da renovação carismática, nem de rua Azuza ou Pensacola, pois as escrituras são bem mais antigas, de onde devemos tirar toda a base para o nosso comportamento cristão.

Apeguemo-nos à verdade, que é “Cristo” pois nada podemos contra a verdade.

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comentários
  1. Pr. samuel disse:

    Graça e paz Irmão!

    Muito feliz esse seu post. Já está mesmo na hora das pessoas acabarem com essa idolatria pelo pentecostalismo, isso não é bíblico como você bem frisou. Só acho que você teme um pouco rebecer o título de reformador, mas a sua atitude é em síntese de reforma, isso é bom irmão. Estamos precisando retornar ao evangelho puro e simples.

    Soli Deo Gloria!

  2. brucy disse:

    muito boa mesmo a sua postagem conteúdo de ótima qualidade , que Deus te abençoe muito mais com o entendimento . conte comigo

  3. Marcio Mendes disse:

    O pentecostalismo é um cancer porque deixaram a interpretação gramatical de luthero e estão fazendo interpretações a bel prazer pra satisfazer todos os gostos e bolsos no mercantilismo da fé!

    Metanóia e reforma já!

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